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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fonte: Musicão.com.br

Por Marcia Janini

Em evento que reuniu cerca de 35.000 pessoas, o Palácio das Convenções do Anhembi rendeu-se ao charme da segunda edição do Skol Sensation, um dos festivais mais importantes do segmento de música eletrônica no último sábado 17 de abril.

O evento caracterizado por enorme aparato visual trouxe estruturas com temática que remetia ao fundo do oceano, determinado pela estrutura central onde se encontrava localizada a cabine de som, simulando enorme medusa. Em pontos estratégicos, intercalados aos spots de iluminação, surgiam pequenos e delicados globos representando pérolas, entre medusas afixadas no teto. Telões circulares mostravam detalhes das performances do DJs. A todo o momento, Go Go Girls realizavam interessantes coreografias na passarela central disposta na base da estrutura principal, em meio à sprinters e piras, revelando o uso de elementos distintos como fogo e água, atuando com harmonia e leveza, num excelente trabalho da cenotécnica. A iluminação, remetendo também às cores marinhas, revelava intensos e bem elaborados esquemas durante todo o evento, com incidência de tonalidades verdes, azuis e corais, em riquíssimas variações cromáticas. Cascatas de fogos e água também abrilhantaram o evento, em espetáculos à parte.

O DJ Chukie imprimiu em seu set list a fusão de elementos do minimal e techno à sonoridade viajante do trance. Criativo, explorou pop nacional com batidas vigorosas de acid funk, com conversões precisas para vertentes do techno e house atuais. Ousado, o DJ utilizou em seu trabalho canções de sucesso nas pistas de dança da atualidade e clássicos, reservando espaço para vertentes black nacionais, como o funk carioca, com skratches sampleados de grande efeito estético, demonstrando grande versatilidade, compondo um set dançante e harmonioso. Genial!

Por volta da 1h45 da madrugada de domingo, o aguardado momento Skol Sensation Mix inicia set na alucinante fusão entre funk carioca, techno e trance simultâneos, com esparsos elementos de minimal. Sonoridade remetendo à disco 70’s arremata o interessante momento, revelando grande pesquisa na composição da performance. Intenso e dançante pautou-se primordialmente no trance atual.

A próxima atração da noite o DJ “Felix da Housecat” pontuou seu trabalho nas vertentes do house, com esparsos elementos de eletro, acid, trance e minimal. Techno nos samplers imprimiu vitalidade extra ao bem selecionado set, de sonoridade vibrante. Distorções robóticas e batidas possantes alternaram-se com perfeição aos suaves vocalizes adotados. Passeia por vertentes que remetem ao house 90’s, traduzido com roupagem atual. Às conversões precisas conduzem à vertiginosa cadência do techno em fusão com trance, house e psy. Criativamente utiliza-se de elementos do synthpop 80’s com a inserção de “Love Bizarre Triangle” do New Order, que traduz suaves pitadas dark wave ao set, abrilhantando a excelente participação do DJ no festival. Inusitada e arrojada revelou-se uma das melhores atuações da noite.

O DJ “Toca Disco” inicia o comando das pick-ups por volta das 3h50 da manhã, com trance moderninho, de sonoridade rascante. Realiza a fusão com esparsas notas de eletro e house e pitadas de minimal arrematando os efeitos sonoros. Ascende às vertentes do techno, com grande reforço de graves. Dançante e atual sem perder o tom, finalizando a noite com sucesso.

Skol Sensation 2010

Texto públicado em 8 de outubro de 2009, no blog What's Rock'n Rolla.

Por Bruno França "fanta"

Sabe aquele disco que você ouve pela primeira vez, e não consegue distinguir se é bom ou ruim, se você gostou ou não? Humbug, o último disco dos Arctic Monkeys tem exatamente este perfil, like alguns discos dos The Beatles, mais especificamente Revolver. Não é um álbum de um single, ou de baladas que estouram rapidamente nas rádios, mas sim um disco com um “corpo”, bom o suficiente para você desligar o PC, TV e sentar para ouvir no talo, mas mesmo assim somente depois de algum tempo você começa a “enxergar” o álbum de outra forma. Há motivos para Humbug ser assim, primeiro de tudo, logo nos primeiros segundos de música você pensa, “Isso é Arctic Monkeys?”, porque os riffs rápidos, alucinates e doidos foram deixados de lado, mas a mudança foi para melhor, as melodias estão mais trabalhadas, com um tom até sombrio em alguns momentos, como na faixa “Fire and The Thud”.

Tudo isso em cima de influências claro, e os moleques não esconderam nada, meses antes de começar a gravar o disco, já davam pistas, “Estamos ouvindo muito Jimmi Hendrix e Cream”, tem mais, “Com certeza Black Sabbath será um influência para o próximo disco”, e uma pista muito importante, talvez o motivo de uma parte da nova sonoridade da banda, “Estamos trabalhando com Josh Homme (Vocalista do Queen of The Stone Age). Uma música que se pode notar o dedo de Josh Homme é “Dance Little Liar”, com o maior estilo QotSA sem dúvida alguma. Um detalhe importantíssimo, Humbug não foi gravado na Inglaterra, mais da metade do disco foi produzido no deserto de Mojave (USA), sim, um deserto, aonde Josh Homme se isola do mundo. Isso fez com que quase todo o álbum ficasse com uma sonoridade totalmente diferente do já conhecido dos Arctic Monkeys. É só pensar, gravar em um deserto, estúdio pequeno, influências pesadas e um produtor de mão cheia, só poderia sair algo muito diferente, mas incrivelmente bom.

Espere um pouco, não pense que a molecada deixou o crazy rock de lado, além disso, Alex Turner, vocalista, compositor e cabeça da banda nunca deixaria isso acontecer. Isso pode ser “visto” na faixa “Pretty Visitors”, que parece ter saído de “Favourite Worst Nightmare”. Falando no vocalista, até poderia escrever mais sobre ele, mas isso ficará para outro post, especial.

Depois de ouvir o disco mais algumas vezes, me deparei com um riff que me chamou atenção, revelando uma “mentira” de Alex Turner e seus amigos. Eles se esqueceram de citar uma banda que iria influenciar a banda, mas que também foi diretamente influenciada por Black Sabbath, talvez você nem a conheça, se chama Nirvana rsrs. É impossível não comparar o riff de “Potion Approaching” do AM com “Very Ape” dos grunges de Seattle. Seria um plágio? Não, talvez mais uma homenagem, até porque o plágio geralmente é pior que a original, neste caso, os Britânicos mandaram muito bem.

Final da história, Alex Turner e sua trupe fizeram um disco além das expectativas, um pouco criticado no começo pelas mudanças, mas com o sucesso, todos iram se acostumar com o novo e ótimo Arctic Monkeys, e Humbug poderá ser chamado de álbum de rock do ano.

Remember: Arctic Monkeys – Humbug – O “fraco” vira o álbum de rock do ano?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Por Bruno França "Fanta"

Recentemente assisti no canal MTV Brasil, uma entrevista do vocalista da banda Fresno, Lucas Silveira, para o “maluco beleza”, Lobão. A entrevista no começo não me chamou atenção, não me recordo nem do nome do programa em si, mas ai veio uma pergunta pertinente do Lobo Grande, “O que seria Emo?”, não, eu não acordei por causa da pergunta, mas aos poucos foi prestando mais atenção pela “bobagenta” explicação do vocal Fresniano, opa! Lembrei do nome do programa, Lobotomia srs!? Lucas explicou de um modo, já fiquei sentado, tentou falar de outro jeito, aumentei o volume, em cima dos comentários do Lobão ele arriscou a explicar mais, só consegui pensar uma coisa, “hã???”, como o estado da pessoa não era dos melhores, o certo seria, “WTFUCK??” , Lobão, talvez em um dia não muito “bacanaca”, denominou o papo como “Tricotagem espetacular”, uma aposta do Lobo Mal em demonstrar ser mais cool, mais bacana, mais, é mais, “Lobo Mal né, depois o Lobão que faz...”, um exemplo de como fica tosco na maioria das vezes meu pequeno, grande e “médio” leitor.


A sim! A entrevista! A melhor forma de o Lucas ter respondido minimamente não Drogasil(Word não aceitou meu drogável), seria ele ter acabado na primeira “palavra” da primeira tentativa de explicação, “ÉÉÉÉÉÉéééééééééÉÉÉÉÉ”, pronto, perfeito, eu teria dormido! Mas há quem não se agüenta, logo em seguida veio a causa do meu despertar, “Eu sabia explicar, mas agora não se mais”, que beleza, “O bom de ter Alzheimer é ter Alzheimer” pra você Lucas. Tá bom né? Não! Veio a bomba de Hiroshima, o sim no dia do fico, o mindinho órfão do Luiz Inácio, “Nós, o povo Brasileiro, fizemos uma caricatura de uma coisa que já era bizzara, e antigamente nós éramos zoados por conta disso”. Primeiro, “nós” não, vocês, segundo, o modo passado aplicado na parte em negrito da frase está errado. O resto da “coisa”, seria burrice da minha parte ficar repetindo, resumindo foi, “Fizemos uma caricatura, de uma caricatura, da caricatura que já tinham cariquiturado e que um dia cariquituraram mais ainda”, juro, não sabia que dava pra conjugar substantivos rsrs.

Não precisa de muita massa cinzenta para responder minimamente aceitável uma pergunta dessas, simples, Emo gosta de rock melódico, “popzinho”, se veste unicamente, assim como, punk, metaleiros, “rappers”, nada de mais, cada “tribo” tem suas características exclusivas do grupo, sempre vão existir e irão surgir várias outras, tudo determinado pelo meio e pessoal, assim como as “tribos” de Patricinhas, bombados, pitboys. Você meu caro leitor, pode até pensar que perdi um belo tempo falando de uma coisa mínima, mas eu tenho que compartilhar bobagens que vejo, e a MTV que se prepare, porque está virando um prato cheio para novos textos.

Coisas, coisa, outra coisa, uma coisa!

Fonte:www.musicnews.art.br

A Amazon divulgou nesta segunda-feira (19) o vídeo exclusivo da música ‘Highway to hell’, do AC/DC, para a trilha sonora de ‘Homem de ferro 2’.

O clipe combina trechos de uma apresentação ao vivo com cenas da sequência do longa de ação.

O álbum está à venda a partir desta segunda, com 15 hits do AC/DC ao todo, selecionados de 10 discos de estúdio do grupo.

AC/DC lança clipe de ‘Highway to hell’ para ‘Homem de ferro 2’

segunda-feira, 19 de abril de 2010



Perdi a hora, lamento
Se tudo pode ser melhor
Ainda dá tempo
No tempo certo vou chegar
Sem pressa, sem despertador
A vida é nova
Novo é o lugar
Que a boa hora traz
Nesse incompleto vem e vai

Se o começo é o fim
Não faz mais diferença
Se tudo está por um triz
Não faz mais diferença
Se isso é bom ou ruim
Não faz mais diferença
Nem sempre alegre e feliz
Mas faz, faz diferença

Não vá. Me dê mais um tempo
Deixei pro fim o que é melhor
Se for, eu entendo
Só vim aqui para agradecer
O que a gente dividiu
A vida é boa
Bom é o lugar
Que a nova hora traz
Nesse incompleto vem e vai

Do que é ruim eu me esqueço
O bom eu quero mais
Na tristeza eu quero avesso
Agora quero paz
Saiba que todo fim
É um recomeço
Pra nossa vida quero amor
O resto eu desconheço

Amuzica da semana: Indiferença - Móveis Coloniais de Acaju

Por Bruno França "Fanta"

O Coachella Music and Arts Festival foi encerrado ontem a noite(18 abril). com as apresentações dos Gorillaz, Thom Yorke, Pavement e muitas outras atrações.

Thom Yorke(foto abaixo), que foi uma das surpresas do festival, contou com o apoio no palco do baixista Flea, do Red Hot Chili Peppers. Juntos, adaptaram canções do álbum solo de Thom, "The Eraser", e algumas músicas do Radiohead, com batidas mais dançantes, suaves e instrumentação acústica.

Pavement, com o show da turnê no EUA, a banda fez uma apresentação impecável, muito bem executada, repleto de sucessos. Stephen Malkmus, vocalista, ficou animado com a apresentação e elogiou o festival, "Me lembrou os anos 90".

O Gorillaz, que encerrou o festival, fez o já conhecido show via telão, mostrando projecções de desenhos animados substituindo os integrantes da banda. O grupo destacou o alcance global que o festival obteve, especialmente o último dia.

Outra surpresa no domingo foi a grande apresentação de Sly Stone e companheiros, que foi logo no ínicio da noite. Depois de muito atraso, Sly subiu ao palco com uma peruca loira, uniforme de policial, e uma jaqueta preta com lantejoulas ao redor do ombro. Com muita energia e sucessos como "Stand!", "Hot Fun In The Summertime", e "Dance to the Music", Sly fez a alegria do público presente.

Coachella Festival

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Por: Bruno França "Fanta"

É BOM! É a melhor definição para a banda da Capital Nacional, Móveis Coloniais de Acaju. Simples definido, complexo entendimento, qual som a banda faz? Acho que o rótulo nesta ocasião não é necessário, mas mesmo assim arrisco a dizer, é diferente. Essa palavra na música muitas vezes assusta, logo vem em mente uma coisa de outro mundo, mas não, Móveis coloniais é diferente pelo fato de ninguém distinguir a sonoridade certa, é impossível! É uma mistura doida de muita percussão, vocal marcante, guitarra, sax, trombone e muita energia, principalmente nas apresentações ao vivo, uma loucura, tal como o nome da banda.

Um dos pontos fortes da banda é o vocal grave de André Gonzáles(foto ao lado). É uma mutação de Frejat+Lulu Santos. Juntamente com uma banda que sabe o que faz, e quando fazer, proporciona momentos de êxtase em entradas de refrões, com toques especiais de Sax e trombone, sincronia perfeita entre letras e melodias. Uma frase quase clichê, mas, quem não achar no mínimo bom MCdA, não gosta de boa música!!

Móveis Coloniais de Acaju: É BOM! Simples